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Ernest Hemingway: depressão nas torrentes da primavera.

Ernest Hemingway foi um grande escritor que ganhou o Nobel de Literatura e um prêmio Pulitzer. Apesar de sua genialidade na escrita, Hemingway foi conhecido por sofrer de depressão e alcoolismo.  A saúde mental de Hemingway debilitou-se por uso de grandes quantidades de medicamentos associados com bebida alcoólica e terapias com choques elétricos – comuns no início do século XX.

Atualmente, os tratamentos para depressão são diversos, com destaque para terapia convencional, com medicamentos de princípios ativos diferentes do início do século XX e na melhora do quadro de depressão com a estimulação magnética transcraniana.

Ao longo de sua vida, o escritor sempre teve presente temas associados com suicídio em cartas, livros e conversas. O próprio pai de Hemingway se suicidou em 1929. Fatores genéticos, neurobiológicos e ambientais participam da gênese da depressão, assim como de outros transtornos mentais. O risco de parentes em primeiro grau de pessoas não-afetados é de cerca de 5% para depressão unipolar e de quase 1% para transtorno bipolar. No caso do escritor Hemingway, sua saúde mental tornou-se debilitada por causa do uso intenso de medicamentos, pelas bebedeiras, e devido a uma terapia baseada em choques elétricos, que causou perda de memória.

Ao longo da vida, o problema da depressão foi agravado por situações contextuais – sua mãe, atormentada pela personalidade controladora, enviou a pistola que o pai utilizou para se matar pelos correios para Enerst. Aos 61 anos, com depressão maior associada com doenças, como hipertensão, diabetes e com a perda da memória levaram Hemingway a se matar, assim como seus irmãos e seu pai.

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