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Alzheimer: Jack Nicholson, tratamentos e longevidade

O famoso ator Jack Nicholson, protagonista dos filmes “O Iluminado” e “Melhor é Impossível” sofreu boatos de que enfrentaria uma doença chamada Alzheimer.  Não se sabe se isso é verdade, Nicholson foi indicado 12 vezes ao Oscar e tem em sua casa três desses lindos troféus. Apesar dessa indicação não parecer real, é comovente pelos acontecimentos que ocorrem durante o Alzheimer, para quem já assistiu o filme “Para sempre Alice” sabe do que estamos falando. Nesse filme, Alice Howland é professora de Harvard e especialista em linguística, ela está feliz pelo que conseguiu construir, tanto a nível pessoal, quanto profissional. No entanto, sua vida muda inesperadamente quando ela é diagnosticada com Alzheimer.

A doença de Alzheimer é neurodegenerativa crônica e a forma mais comum de manifestação é na demência, lentamente agravada ao longo do tempo. O sintoma mais frequente é a perda de memória de curto prazo e dificuldade de recordar eventos recentes. Isso pode ser confundido com estresse e/ou sintomas naturais do envelhecimento. No entanto, com a evolução do Alzheimer, ocorrem dificuldades na orientação, linguagem, desinteresse em tarefas do dia-a-dia, comportamento agressivo e alterações de humor. O isolamento é uma consequência desses efeitos. O tempo de progressão da doença pode variar após o diagnóstico de três até nove anos, pois o controle das funções corporais também são reduzidos com o passar do tempo. Esse grande desafio é enfrentado por quase 25 milhões de pessoas no planeta e o mal de Alzheimer é uma das principais causas de demência em idosos, o que é evidenciado pela redução de memória, confusão mental, irritabilidade, entre outros sintomas.

Quem descobriu a doença foi o psiquiatra Alois Alzheimer. No início do século XX, cuidou de um paciente de 51 anos, o senhor Auguste Deter, que mostrava comportamentos incomuns, como perda de memória recente. Quando o paciente morreu, o doutor Alois analisou o seu cérebro e apresentou pela primeira vez a “doença do córtex cerebral”, mais tarde popularizada como doença ou mal de Alzheimer. Atualmente, sabemos que é caracterizada pela perda de neurônios e sinapses no córtex cerebral e em algumas áreas subcorticais. Consequentemente, essa perda provoca atrofia de áreas afetadas, incluindo degeneração nos lobos parietal e temporal e em partes do giro do cíngulo e no lobo frontal. A degeneração pode ocorrer também em núcleos do tronco cerebral e no cerúleo.

O tratamento tem sido um grande desafio, com melhores resultados utilizando a estimulação magnética transcraniana, que retarda a evolução da doença e o deficit cognitivo associado. Na Universidade de Northwestern, Estados Unidos, pesquisas mostraram que a estimulação é uma grande aliada para melhorar a memória de pacientes. Em uma publicação na revista Science, o pesquisador Voss e colaboradores ressaltam: “Mostramos, pela primeira vez, que é possível alterar especificamente a função da memória em adultos sem a necessidade de cirurgia ou medicamento, os quais não se comprovam eficazes.” Wang e colaboradores (2014)  em seu estudo mostraram que a estimulação de múltiplas sessões aumentou a conectividade funcional entre as regiões de rede cortical-hipocampal distribuída e melhorou concomitantemente o desempenho da memória associativa. Essas alterações envolveram a plasticidade localizada de longo prazo, pois os aumentos eram altamente seletivos para as regiões cerebrais visadas, e os aprimoramentos de conectividade e memória associativa persistiram por aproximadamente 24 horas após a estimulação. Redes segmentadas corticais-hipocampais podem, assim, ser reforçadas de forma não invasiva, demonstrando seu papel na memória associativa. Pode não ser o caso do ator Jack Nicholson, que ainda não confirmou ter a doença, mas esse tratamento oferece elevado impacto positivo para  muitas pessoas que ainda buscam um tratamento para reduzir os efeitos desse mal neurodegenerativo.

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