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menino com dor de cabeça

Dor de cabeça: você já tomou remédio sem orientação médica?

Quando usados de forma excessiva, os analgésicos intensificam a dor de cabeça

Ao primeiro sinal de dor você prefere apelar para sua farmácia pessoal a consultar um médico? Pois, atenção! O hábito da automedicação pode ter consequências graves, principalmente para quem sofre com dores de cabeça. Isso porque, quando usados de forma excessiva, os analgésicos podem intensificar as dores, tornando diários episódios eventuais.

Cerca de 50% das pessoas que têm dor de cabeça se automedicam

E preocupa o número de adeptos da prática. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em todo mundo, cerca de 50% das pessoas que têm dor de cabeça se automedicam, enquanto apenas 10% procuram um neurologista para tratar o problema.

A alta incidência ainda se torna uma questão de saúde pública diante de um levantamento do Ministério da Saúde: nos últimos cinco anos foram registrados no Brasil quase 60 mil casos de internações por automedicação.

Remédios são adquiridos livremente em farmácias e, na maioria das vezes, suas contraindicações são desconhecidas. Exemplo disso é o paracetamol, analgésico usado de forma indiscriminada para alívio das dores de cabeça, mas que pode ocasionar sérios problemas ao fígado.

Conheça a técnica de estimulação magnética transcraniana

Você sabia que existe uma opção de tratamento segura e eficaz para pacientes com dores de cabeça que não respondem mais à terapia por medicamentos? É a técnica de estimulação magnética transcraniana (EMT).

O método estimula determinadas partes do cérebro por meio da variação de um campo magnético, modificando e equilibrando atividades cerebrais. Estudos recentes mostram que sua eficácia é comparável a dos tratamentos medicamentosos, e até superior a eles em alguns casos. Além disso, é um procedimento não invasivo, indolor e seguro, que pode ser realizado no próprio consultório médico, com quase ausência de efeitos colaterais.

No Brasil, a técnica é liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2006 e recomendada pelo Conselho Federal de Medicina para o tratamento de depressão e esquizofrenia desde 2012. No entanto, sua utilidade terapêutica para outros distúrbios neurológicos e psiquiátricos já vem sendo apontada em diversos artigos e pesquisas.

Os principais benefícios da EMT

 

– É uma técnica não invasiva, que pode ser realizada no próprio consultório médico.

 

– Produz um campo magnético mais focal, dando um controle maior sobre a área estimulada.

 

– É indolor, sem necessidade de anestesia.

 

– Quase ausência de efeitos colaterais. É extremamente segura, não traz danos aos órgãos, como medicamentos podem causar.

 

– A única restrição é para pessoas com dispositivos eletrônicos ou metálicos na cabeça, principalmente implante coclear. O campo magnético pode de alguma forma interferir no funcionamento do aparelho.

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