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Enquanto haviam asas para voar: a história de Santos Dumont

Santos Dumont criou e voou pela primeira vez balões dirigíveis com motor a gasolina no começo do século XX, e foi o primeiro a decolar em um avião impulsionado por motor a gasolina. Em alguns depoimentos, Dumont mostra afeto pela mecânica logo na infância da fazenda: “Vivi ali uma vida livre, indispensável para formar o temperamento e o gosto pela aventura. Desde a infância eu tinha uma grande queda por coisas mecânicas e, como todos os que possuem ou pensam possuir uma vocação, eu cultivava a minha com cuidado e paixão. Eu sempre brincava de imaginar e construir pequenos engenhos mecânicos, que me distraíam e me valiam grande consideração na família. Minha maior alegria era me ocupar das instalações mecânicas de meu pai. Esse era o meu departamento, o que me deixava muito orgulhoso.” 

Em meados de 1910, Dumont deixa de lado a paixão pela mecânica de aviões e dirigíveis – em seguida, recebe duras notícias: o diagnóstico de esclerose múltipla e a possibilidade de haver um transtorno mental. Sobre o transtorno, uma das hipóteses era de que Dumont sofria de Neurastenia, termo raro que indica sintomas depressivos e de ansiedade. Atualmente, não se pode definir realmente o transtorno, mas cartas e receitas indicam um conjunto de fatores, os quais, hoje em dia, seriam caracterizados como transtorno bipolar ou depressão maníaca, relacionado a uma sexualidade conflitante –algumas evidências indicam que Santos Dumont sofria por não aceitar a própria sexualidade – isso, associado ao mau uso de sua invenção em guerras e ataques piorou muito a sua saúde mental nos últimos tempos de vida.  Santos Dumont tirou a própria vida em 1932.

Um dos maiores problemas do começo ao meio do século XX, era o fato de que não existiam medicamentos eficazes para depressão ou bipolaridade. Somente após 1950, os estudos em psiquiatria e farmacologia tiveram avanços e desenvolveu-se clorpromazina. A neuropsiquiatria ainda está em constante avanço científico e, particularmente, cerca de 2% da população mundial sofre com transtorno bipolar – por isso, diversos estudos buscam novos tratamentos capazes de reduzir os sintomas dessa doença.

Atualmente, Dumont possivelmente viveria por um tempo mais prolongado, pois além de tratamento mais avançado para esclerose múltipla, novos estudos mostram excelentes resultados com o uso de estimulação magnética transcraniana que é um procedimento médico não invasivo, no qual são utilizados estímulos magnéticos excitatórios ou inibitórios, visando restabelecer o funcionamento cerebral normativo de pessoas com transtorno bipolar,  ansiedade ou depressão. Em investigações com pessoas diagnosticadas com bipolaridade, o estímulo na região pré-frontal direita mostra redução significativa de manias e depressão. Da mesma maneira transtornos de ansiedade mostram melhoras elevadas quando utilizada a estimulação magnética.

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