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SABIA QUE PESSOAS QUE FICAM FREQUENTEMENTE DOENTES PODEM ESTAR COM DEPRESSÃO? 

Você já apresentou um forte resfriado após uma semana estressante no trabalho? Ou já teve amigdalite após se sentir magoado? Já ouviu falar que após a morte do filho o vizinho fora diagnosticado com câncer? Provavelmente você já passou por isso ou conhece alguém que tenha um relato semelhante. Você já se perguntou por que isso ocorre?  

Vamos por partes! Antigamente (mas não tão remotamente), achava-se que o sistema imunológico era independente e autônomo cuja função principal seria a defesa contra microrganismos. No entanto, atualmente, esse conhecimento foi refutado, quando a ciência percebeu que o sistema imunológico interage com outros sistemas, principalmente ao endócrino e com o sistema nervoso. É praticamente impossível existir alguma doença neuropsiquiátrica como a depressão ou até mesmo Doença de Alzheimer sem que haja disfunções no sistema imune, mas como isso ocorre?

Existe uma comunicação bidirecional (mão dupla) entre o sistema nervoso, endócrino e imune através de neurotransmissores (substancias químicas liberadas pelos neurônios) e hormônios que regulam o sistema imune e citocinas (substancias liberadas pelas células de defesa do corpo que promovem inflamação) que regulam o sistema nervoso central. Essas vias e suas substancias produzidas mensageiras respectivas devem funcionar de forma adequada a fim de promover o equilíbrio do corpo. A principal via de regulação neuroimunoendócrina ( que palavra grande, mas apenas se refere a via neurológica-imunologica-endocrina) é a via hipotalâmica-hipofisária- adrenal (não desista de ler e entender). O mais importante dessa via é que quando muito acionada aumenta o nível de cortisol (hormônio que prepara o organismo para o estresse). E qual importância do cortisol neste caso? Esse hormônio se liga as células de defesa – aos leucócitos, levando a redução de seu nível de atividade, portanto gerando uma baixa da defesa do organismo, uma imunodepressão.

Além disso, o aumento de cortisol e noradrenalina (neurotransmissor frequentemente associado ao transtorno de ansiedade) está associado com uma alteração na migração, ou seja, na distribuição e na localização das células de defesa no organismo. Muitos estudos já demonstraram elevadas taxas de cortisol em pacientes com depressão maior, decorrente da alteração da via HHA. Ainda existe a necessidade de futuras pesquisas sobre o tema, e – até o momento – essa compreensão de que uma alteração imunológica pode levar a uma alteração psiquiátrica e vice-versa, mostra a importância em se criar novas estratégias terapêuticas como a utilização de anti-inflamatórios não esteroides em adição as medicações convencionais. Interessante, não é mesmo?  

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