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Vivendo mais feliz

A estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr) é uma técnica moderna muito eficaz no tratamento de desordens neurológicas e psiquiátricas. Ela permite a exploração, ativação ou inibição das funções cerebrais de maneira segura, específica, não invasiva e indolor. Aprovada pelo Conselho Federal de Medicina para uso clínico em diversos países, inclusive no Brasil, a EMTr vem se mostrando uma tecnologia muito eficaz no tratamento da depressão.

O tratamento é indolor, havendo apenas a sensação de pequenos toques na cabeça. O método consiste em atingir o cérebro de forma dirigida, através de pulsos magnéticos sobre o couro cabeludo, os quais, ao atravessarem o crânio, geram uma corrente elétrica capaz de provocar alterações na atividade das células nervosas.

Como a estimulação ajuda no tratamento da depressão?

Sabe-se, a partir de exames como a ressonância magnética funcional, mapeamento cerebral e SPECT, que pessoas com depressão apresentam uma desregulação na atividade cerebral, ou seja, possuem áreas do cérebro que não funcionam adequadamente. Isso desencadeia sintomas como a falta de motivação e de energia, além de tristeza e apatia. Nessas áreas desreguladas são aplicados estímulos magnéticos de forma indolor, segura, não invasiva, ou seja, sem a necessidade de intervenção cirúrgica, que objetivam reequilibrar essas regiões cerebrais melhorando os sintomas depressivos ou até mesmo promovendo remissão da doença.

Tem alguma contraindicação?

A única contraindicação absoluta seria para pessoas com implante vestíbulo-coclear (aparelho auditivo implantado).

Em uma sessão eu já vou melhorar?

A EMTr é considerada uma terapia de neuromodulação, ou seja, capaz de remodelar o cérebro. Assim, desde o primeiro dia do tratamento já se observam modificações importantes, que podem resultar em arrefecimento dos sintomas. Entretanto, na maioria dos casos há a necessidade de, pelo menos, 12 sessões para obtenção de resultados mais significativos.

Posso sofrer algum efeito colateral com o tempo?

A estimulação magnética transcraniana é considerada uma terapia muito segura, com baixo índice de efeitos colaterais e esses, quando ocorrem, são bem toleráveis e transitórios. Diferente de outras terapias, não acarreta prejuízo à cognição.

Qualquer pessoa com depressão pode começar a tratar com a EMTr?

A estimulação magnética transcraniana é recomendada a pacientes que foram considerados refratários (resistentes a outros tratamentos) ou apresentaram efeitos colaterais ao uso de pelo menos dois medicamentos antidepressivos.

É preciso usar algum medicamento junto com o tratamento?

Recomenda-se, inicialmente, manter as medicações em uso. Com a melhora clínica após contato com médico neuropsiquiatra responsável, o mesmo normalmente sugere redução das doses utilizadas.

Além da depressão, a EMTr serve para tratar mais alguma doença?

Por ser uma terapia muito segura, sua aplicação tem sido muito estudada e resultados positivos têm sido demonstrados em doenças psiquiátricas como esquizofrenia, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e neurológicas, como Parkinson, AVC, dor crônica, entre outras.

Ainda têm dúvidas? Mande-as para nós. Um especialista irá responder a você.

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