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Dor de cabeça: causas e dicas para reduzir cefaleia e enxaqueca.

Você sabia que uma das melhores jogadoras de tênis do mundo tem crises de enxaqueca? Serena Williams já disputou diversas partidas com enxaqueca o que a levou na busca de um médico para o tratamento. Ela descobriu que essas dores estavam associadas com o ciclo menstrual, ou seja, com a redução do estrogênio. “Eu nunca tinha ouvido falar de [enxaqueca menstrual] antes”, disse a jogadora. “Todo esse tempo, eu pensei que era uma enxaqueca regular.” Cerca de 60% das mulheres que sofrem com enxaqueca descrevem uma piora em momentos prévios à menstruação. O caso de Serena é simples,  resolveu com medidas de prevenção, como melhora na alimentação e tratamentos indicados pelo ginecologista. Porém, na maior parte das vezes, as crises de dor de enxaqueca ou dores de cabeça em geral, chamadas de cefaleia, não estão associadas com o ciclo menstrual. Em realidade, a enxaqueca é só um dos 150 tipos de dores de cabeça, ou melhor, cefaleias. Por isso, sugere-se procurar um neurologista para tratamento de cefaleia intensa ou frequente (com mais de 3 ocorrências semanais).

Apesar de existirem inúmeras classificações para as cefaleias, existem tipos mais frequentes na população, vamos ver se o seu tipo se encaixa em alguma delas?

1 tipo – cefaleia tensional: As dores dão uma sensação de cabeça pesada ou pressionada. Esse tipo de dor incomoda, mas pode não impedir atividades do cotidiano.  As causas podem ser ansiedade, estresse ou até mesmo depressão. O tratamento pode ser feito com medicamento e com utilização de Botox em regiões específicas.

2 tipo – cefaleia em salvas: As dores são intensas e acontecem pela noite ao redor dos olhos ou em um dos lados da cabeça. Essa dor pode durar desde poucos minutos até algumas horas.  As causas podem estar associadas com problemas na região do hipotálamo no cérebro que é responsável pela liberação hormonal, especialmente, do sono e controle da temperatura. O tratamento pode ser realizado com remédios.

3 tipo – enxaqueca: Dor crônica que inicia a crise com latejamento em um dos lados e aumenta gradualmente. Além da dor, pode ocorrer fonofobia (aversão ao som) e fotofobia (aversão a luz). Em diversos casos a visão se torna turva ou com pontos luminosos o que provoca náusea, enjoo e vômito. Em grande parte das vezes a enxaqueca está associada com aumento de estresse ou atividade física, alterações hormonais, alimentação e excesso de café ou outra bebida estimulante. A duração ocorre entre 4 e 72 horas, o tratamento está relacionado com redução de sintomas através de medicamentos, Botox e estimulação magnética transcraniana.

Apesar desses três exemplos serem abrangentes, as cefaleias mostram diferenças na forma que a dor ocorre (pulsátil ou contínua), em intensidade e na região que acometem. Por exemplo, as dores na região frontal no topo do crânio, na testa, podem ser ocasionadas por consumo excessivo de bebidas como café, chá preto, chá mate, alcoólicas que ocasionam uma tensão psicológica e geram dores musculares, particularmente, no pescoço. Outra região com dor frequente é atrás dos olhos, que é uma variação da cefaleia tensional, pois é causada por estresse ou alergias, como sinusite. Na região da nuca, a dor pode estar associada com tensão ou hipertensão, com aumento pontual de pressão arterial.

Em todos os tipos e acometimentos de cefaleia, é indicado procurar um neurologista para que o tratamento possa ser conduzido da forma mais adequada. Isso garantirá a eficácia na redução dessas dores que podem interferir desde em jogos de tênis, como no caso da Serena Williams ou até mesmo no desempenho de jovens que ainda estão se descobrindo na carreira prestes a prestar provas classificatórias para entrar nas universidades. Se você sente que suas dores estão te incomodando, não perca tempo, vá ao neurologista e comece o tratamento.

 

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