Uso da Estimulação Magnética Transcraniana Repetitiva em paciente com depressão refratária

A Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) é uma técnica não invasiva capaz de induzir mudanças na atividade cerebral através da variação do campo magnético. É um método indolor que pode ser uma importante ferramenta terapêutica para diversos transtornos neurocomportamentais, como a depressão, por exemplo. Ela é capaz de aumentar ou reduzir a atividade cerebral de acordo com a região e a intensidade aplicada. Na depressão, estudos sugerem que a provável causa da depressão seria uma redução da atividade à esquerda de uma região do cérebro denominada córtex pré-frontal. Dessa maneira, o uso da EMTr através de sua capacidade de modificar a atividade cerebral acarretaria uma melhora clínica. Desde 2006, a EMTr é uma técnica liberada pela Anvisa, em 2007 pelo Food and drugs administration (FDA) e, em 2012, o Conselho Federal de Medicina autorizou o uso clínico da EMT por médicos especializados. É uma técnica segura e diferentemente dos medicamentos, apresenta poucos ou nenhum efeito colateral. Efeitos esses que fizeram a médica responsável pelo paciente Marcelo PF encaminhá-lo para realizar tratamento com essa modalidade terapêutica.
 
Marcelo PF, um jovem de 26 anos, terceiro grau incompleto, tem histórico de depressão desde a adolescência. Seus sintomas de tristeza, desmotivação, falta de energia e pessimismo foram falsamente “diagnosticados” pelos seus pais, pelo menos inicialmente, como “adolescência”. O rendimento escolar piorava cada vez e a desclassificação no vestibular foi apenas a gota d’água para culminar em uma tentativa de suicídio. Após esse episódio, seus pais o levaram a procurar psicoterapia e tratamento psiquiátrico. Diversos esquemas terapêuticos foram instituídos, mas logo eram interrompidos pela ineficácia ou pelos efeitos adversos apresentados, como perda de memória e de atenção. Desde 2012 ele se trata com sua atual médica psiquiatra, que prescreveu um novo esquema medicamentoso, e Marcelo apresentou discreta elevação de humor. 
 
Devido à refratariedade parcial dos sintomas e os efeitos colaterais apresentados, foi sugerido ao Marcelo o tratamento com Estimulação Magnética Transcraniana (EMT). Marcelo chegou ao meu consultório olhando para baixo e com voz trêmula relatando: “Doutora essa é minha última esperança”, “Eu não aguento mais mudar de remédio, mudar de médico e, simplesmente, eu não mudar”. Apesar de já ter lido um pouco sobre a técnica pela internet, me perguntou enfaticamente: Dói? Tranquilizei-o, informando que sentiria suaves vibrações no couro cabeludo. O mesmo fez vinte sessões de Estimulação Magnética Transcraniana. Na primeira sessão, realizada em meu consultório, apresentou uma discreta dor de cabeça, mas logo cedeu após término da sessão. Nos primeiros dias não percebeu mudanças em seu humor. Após a 6ª sessão, percebeu melhora da tristeza e se sentiu com mais energia: “Estou com vontade de viver”, me relatou emocionado. Ao término da vigésima sessão, Marcelo já estava motivado a retornar à faculdade e sua mãe, Clara, me disse emocionada: “É bom ver meu filho bem”. Atualmente, Marcelo PF faz EMTr para manutenção, já está se formando e iniciando seu primeiro estágio. #saudemental #saude#saudeemocional #bemestar #vtmneurodiagnostico #ansiedade #depressao #compulsao #toc #transtornoobsessivocompulsivo #saudemental #saude #vida #qualidadedevida #panico #sindromedopanico #bipolar #bordeline #transtornomental #estimulacaomagneticatranscraniana #estimulacaoneurologica #estimulacaocognitiva #estimulacaoporcorrentecontinua #tratamentodepressao #antidepressivo #dravanessamuller #omint #planodesaude
 
Por: Dra. Vanessa Teixeira Muller // Ana Beatriz Barbosa Silva 

Saiba mais acessando nosso site: https://www.vtmneurodiagnostico.com.br