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5 dúvidas importantes sobre o transtorno bipolar

Conheça as principais informações que os especialistas em transtorno bipolar gostariam que você soubesse

O transtorno bipolar é marcado por alterações súbitas de humor, com períodos de euforia e depressão. Essas flutuações têm reflexos negativos sobre o comportamento do indivíduo, que, muitas vezes, acaba reagindo de modo incompatível ou exagerado às situações, tomando atitudes que reverterão danos a si mesmo e às pessoas próximas.

Por exemplo, é comum que num momento de euforia peçam demissão do emprego, se envolvam afetivamente muito rápido ou até tenham gastos financeiros descontrolados.

Mas o transtorno bipolar apresenta nuances que tornam o seu diagnóstico ainda mais complicado. Confira outras informações importantes sobre o distúrbio, e aprenda a identificar seus principais sintomas.

Prevalência da doença

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o transtorno bipolar atinge 2% da população, em sua maioria, as mulheres. Já é considerada a sexta maior causa de incapacitação, afetando diretamente o desempenho profissional, as relações sociais e a saúde física e mental de trabalhadores.

Além disso, cerca de 80% das pessoas que sofrem com o distúrbio desenvolvem algum tipo de compulsão, ligada principalmente ao abuso ou dependência de substâncias. Em decorrência, aproximadamente 50% delas já tentou cometer suicídio ao menos uma vez.

Principais sintomas do transtorno bipolar

Depressão: tristeza profunda, apatia, desinteresse por atividades que antes davam prazer, isolamento social, alterações do sono e apetite, ideias suicidas.

Mania: estado de euforia exultante, com valorização da autoestima e autoconfiança, pouca necessidade de sono, fluxo de ideias confuso, compulsão para falar, irritabilidade, impaciência crescente, comportamento agressivo.

Hipomania: os sintomas são semelhantes aos da mania, porém mais leves e com menor repercussão sobre as atividades e relacionamentos do paciente.

Transtorno bipolar x depressão

É importante lembrar que existem diferenças importantes que caracterizam cada quadro. Enquanto na depressão o indivíduo apresenta um estado permanente de tristeza, apatia, indiferença e falta de prazer, no transtorno bipolar ele alterna esses sintomas com períodos de euforia excessiva, bom humor, valorização da autoestima e autoconfiança.

O distúrbio  pode ser confundido, ainda, com o transtorno de personalidade borderline ou com transtorno de humor misto. Por isso, para um diagnóstico correto do seu caso, procure sempre ajuda de um médico especialista!

Dificuldade no diagnóstico

Como na maioria dos casos envolvendo pacientes com distúrbios mentais, a dificuldade no diagnóstico do transtorno bipolar é ainda uma barreira persistente para os especialistas. Apesar de já existirem alguns marcadores biológicos, eles ainda são pouco específicos ou experimentais, impedindo a detecção por meio de um exame de sangue ou imagem funcional.

O preconceito é outro obstáculo. Além do medo e da vergonha, muitos pacientes têm dificuldade de entender – e fazer com que os outros entendam – que o transtorno bipolar não se trata de uma frescura ou fragilidade, mas sim de uma doença complexa, que pede atenção, cuidado e acompanhamento frequente.

Tratamentos alternativos

Embora existam tratamentos eficientes com medicamentos e psicoterapia cognitivo comportamental (TCC), aproximadamente 50% dos pacientes com transtorno bipolar não respondem a eles. Nesse sentido, uma nova intervenção surge como um complemento eficaz no alívio dos sintomas da doença: a estimulação magnética transcraniana (EMT).

Além de trazer menos efeitos colaterais, estudos recentes mostram que a técnica tem resultados positivos, com boa melhora nas flutuações de humor e nos sintomas da depressão. Pode ser realizada no próprio consultório médico, sem necessidade de anestesia ou internação. É também um procedimento seguro, o que é fundamental na busca por novas alternativas médicas.

No Brasil, a estimulação magnética é liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2006 e recomendada pelo Conselho Federal de Medicina para o tratamento de depressão e esquizofrenia desde 2012. Além disso, sua utilidade terapêutica para outros distúrbios neurológicos, como o transtorno bipolar, já vem sendo apontada em diversos artigos e pesquisas.

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